O fim do dinheiro em espécie? O protagonismo do Pix

A tangibilidade do dinheiro e o imediatismo no pagamento sempre foi realidade incontestável: notas amassadas e moedas passando de mão em mão.

No entanto, com a evolução das relações digitais, essa realidade também veio se alterando com o surgimento dos aplicativos bancários (mobile banking), ainda de forma embrionária em 2008, e, em 2010, de forma mais consistente com a popularização dos smartphones, disponibilizando aos correntistas a possibilidade de pagamentos por código de barras e transferências de dinheiro.

A evolução veio ocorrendo a passos largos, inclusive com inovadora permissão, por uma instituição financeira, de abertura de conta corrente pelo aparelho celular totalmente online em 2016.

O verdadeiro divisor de águas ocorreu em 2020, em 16 de novembro, data do lançamento do PIX, criado e desenvolvido pelo Banco Central do Brasil – BACEN para modernizar o sistema de pagamentos e promover a inclusão financeira.

Transferências instantâneas em segundos, sem custo e funcionamento 24 horas por dia.

Virou febre.

De lá para cá, a ferramenta já contabiliza trilhões transacionados, redução no número de saques em caixas eletrônicos e o papel-moeda praticamente sumindo das carteiras dos brasileiros – de 40% para menos de 15% das transações diárias.

O Pix promoveu também a chamada “cidadania financeira”, ao proporcionar a inclusão ao sistema financeiro nacional.

Tamanho o sucesso, o Bacen avançou ainda mais, e, no intuito de substituir o tradicional débito automático, lançou o Pix automático, em 2025, para pagamentos recorrentes.

É incontestável o sucesso e a projeção positiva do país no cenário mundial.

Não obstante, toda revolução vem acompanhada de desafios significativos: a irreversibilidade é um deles, o que exige conferência redobrada dos dados por parte dos usuários.

Além de pontuais instabilidades e problemas técnicos, os maiores e mais preocupantes desafios ainda residem nos golpes: em 2025 já se contabilizava 1,2 milhão de queixas e bilhões em prejuízo.

Engenharia social, através do recebimento de phishing com falsas mensagens de banco ou de gerente da conta corrente, são os golpes mais comuns.

Estabelecer limites noturnos para transação, biometria obrigatória, Mecanismo Especial de Devolução – MED são medidas que visam coibir os crimes.

Mas não bastam.

Cada usuário deve tomar suas precauções e dicas simples podem auxiliar, como, por exemplo, conferir o nome do destinatário na transferência, desconfiar de mensagens com senso de urgência, utilizar-se somente de aplicativos baixados em lojas oficiais e configurar limites pessoais.

Embora o PIX tenha turbinado o Produto Interno Bruto – PIB, persiste a necessidade de olhar atento.

Futuro?

Projeto de Pix internacional utilizando-se de blockchain, com a mesma agilidade brasileira, consolidando o país em referência em meios de pagamento.

Certamente inovações digitais são bem-vindas, desde que acompanhadas de responsabilidade.

VOCÊ TAMBÉM PODE GOSTAR DE: